|
||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
||||||||||
|
A Teoria das CoresO olho Os bastonetes permitem a visão para intensidades luminosas muito pequenas (noite, crepúsculo), porém recebem apenas impressão de luminosidade e nenhuma impressão cromática. Os objetos coloridos aparecem sem cor no escuro (fenômenos de Purkinje). Os bastonetes, por sua vez, contêm uma substância sensível à luz, a púrpura ocular, que se decompõe pela ação da luz, mas se regenera no escuro. Os cones permitem a impressão colorida em claridades média e grande (visão diurna). Seu limite sensível é aproximadamente 1000 vezes mais alto que o dos bastonetes. Apenas na região média de iluminamento vale a lei de Weber-Fechner (compare com aquela da acústica!): "A sensação luminosa é proporcional ao logaritmo da intensidade!" Com os cones podemos ver 'em cores'. Sua substância sensível à luz não é idêntica a púrpura dos bastonetes. Na mancha amarela da retina (lugar da visão nítida) a possibilidade da percepção luminosa é função exclusiva dos cones; na parte restante (parafoveal) predominam os bastonetes. Se a intensidade luminosa oscila muito rapidamente o olho não pode acompanhar as variações e nós percebemos uma intensidade uniforme, que corresponderia a uma intensidade luminosa constante da grandeza do valor médio da intensidade, com o tempo (Lei de Talbot). Conceitos fundamentais da teoria das cores Para o físico a luz é caracterizada pela sua repartição de intensidade espectral I(l). A função Nossa sensibilidade à luz não é, porém, do tipo de uma análise de Fourier: A aparência de uma luz não indica nada sobre sua composição espectral. A luz de uma lâmpada de mercúrio tem o mesmo aspecto da luz emitida por uma lâmpada de arco através de um determinado vidro colorido; os espectros dessas luzes são, entretanto, completamente diferentes. Duas luzes (cores) são então percebidas identicamente quando coincidem em tonalidade, saturação e brilho. Obtenção de cores 1- Subtração 2- Adição Leis da mistura aditiva 1- Do resultado de uma mistura aditiva de cores somente se percebe o estímulo visual cromático, mas não a sua composição espectral. 2- Todo estímulo cromático pode ser obtido aditivamente a partir de três cores fundamentais quaisquer, somente pela variação das suas intensidades. 3- Todos os estímulos coloridos são constantes. Por causa destas leis pode-se, de um certo modo, representar matematicamente uma cor. Como cores fundamentais (ou cores-padrão) vamos escolher, por exemplo, um determinado vermelho R, um verde G e um azul B. Essas letras provêm de Red, Green e Blue, do inglês. F = x1 R + x2 G + x3 B Se fosse, por exemplo, x1 = 1/10, isto significaria que somente 1/10 da intensidade da cor padrão vermelha foi utilizada na superposição. Praticamente, isto poderia ser realizado colocando-se em frente à luz vermelha, um disco tendo um corte segundo um setor de 36o (1/10 de 360o), girando velozmente. x1, x2 e x3 chamam-se fatores de peso ou coordenadas cromáticas. Para o aspecto da cor (tonalidade e saturação) somente é característica a sua relação x1 : x2 : x3. Seus valores absolutos caracterizam o brilho. Podem ser também representadas por coordenadas negativas as chamadas misturas impróprias de cores. Exemplifiquemos: misturando-se uma certa cor F com 10% de vermelho R, obtém-se a mesma cor que se teria com uma mistura de 80% de verde G e 30% de azul B. Por estas circunstâncias, são possíveis duas representações geométricas, que passamos a ver: Representação vetorial
Representação em coordenadas triangulares O ponto P é determinado em relação ao triângulo, por meio das coordenadas triangulares r, g e b (ilustração B), para as quais, devido a razões geométricas, vale: Designando-se por L a soma das coordenadas cromáticas, teremos, x1 + x2 + x3 = L, obtém-se então, para as coordenadas triangulares: r = h (x1/L) g = h (x2/L) b = h (x3/L) Vê-se facilmente que todas as cores cuja obtenção se dá a partir da mistura de duas cores estão sobre uma reta no triângulo cromático (Na representação vetorial elas estão sobre um plano). Sendo dadas as coordenadas triangulares de duas cores F'(r',g',b') e F"(r",g",b") e as somas de suas componentes, L' e L", obtém-se as coordenadas triangulares da cor-mistura F(r,g,b) do seguinte modo: r = (L'r' + L"r")/(L' + L") g = (L'g' + L"g")/(L' + L") b = (L'b' + L"b")/(L' + L") Esta fórmula permite uma interpretação mecânica: Misturando-se aditivamente n cores F', F", F"', com as somas componentes L', L", L"', a cor-mistura corresponderá ao ponto do triângulo cromático, que corresponderia ao centro de gravidade de n massas de grandezas proporcionais a L', L", L"', se estas massas estivessem nas posições das cores F', F", F"', Se tivéssemos escolhido outras cores-padrão em vez das cores vermelho R, verde G e azul B, seria diferente a disposição de todas Representando-se no quadro cromático, depois de escolhidas as cores fundamentais, todas as cores possíveis, verifica-se o seguinte: 1 — Todas as cores espectrais estão sobre uma curva determinada. 2 — Ligando-se o vermelho e o violeta exteriores (respectivamente correspondentes ao maior e menor comprimento de onda) por meio de uma reta, obtém-se uma ilustração fechada (ilustração C); onde no seu interior ficam, em resumo, todas as cores possíveis. 3 — O ponto branco fica no interior da ilustração e as cores saturadas (cores espectrais e tons púrpura) situam-se no contorno.
Ligando-se ao ponto branco uma cor saturada qualquer, por meio de uma reta, sobre esta encontraremos cores puras, com a mesma tonalidade, porém com saturação diferente. Como já observamos, um tal quadro cromático não nos fornece indicação sobre a intensidade das cores (no contrário da representação vetorial, onde dispomos de uma dimensão a mais). Suponhamos, por exemplo, que escolhemos A, B e C como cores fundamentais. Decomponhamos uma luz espectral S (monocromática) de comprimento de onda l e intensidade Io, em componentes cromáticas: As componentes a, b e c como funções do comprimento de onda l, chamam-se função do estímulo padrão (estímulo constante) correspondentes a A, B e C. Quando elas são dadas podemos calcular as componentes cromáticas de qualquer luz I(l)
Teoria de Young e Helmholtz Uma pessoa “cega para o vermelho” (como se diz comumente) percebe igualmente em relação ao estímulo cromático, todas as cores situadas sobre uma das retas representadas na ilustração D (há somente distinção de brilho).
Admitindo-se que lhe falte uma perceptividade cromática fundamental, esta deverá ser a cor fundamental virtual R (vermelho), determinada pelo ponto de concurso daquelas retas. De modo análogo acham-se as perceptividades fundamentais verde G e azul B, por meio de experiências com As funções de estímulo padrão, correspondentes a essas perceptividades fundamentais R, G e B, estão representadas na ilustração E. Vê-se que só aparecem coordenadas cromáticas positivas.
De acordo com a teoria de Young e Helmholtz deve-se interpretar esses fatos da maneira seguinte: Os cones do olho possuem três aparelhos distintos, relativos ao vermelho, ao verde e ao azul. Cada um destes aparelhos possui uma sensibilidade luminosa dependente de l. As funções “sensibilidades espectrais” desses aparelhos coincidem com as funções de estímulo padrão das cores virtuais R, G e B. De um modo geral, todos os três aparelhos são excitados por meio de um determinado comprimento de onda, como se observa na ilustração E. l1 (ainda na ilustração E) , por exemplo, excita fortemente o aparelho sensível ao verde, um pouco menos o relativo ao vermelho e fracamente no aparelho correspondente ao azul. Admite-se que nos cones existam três diferentes substâncias impressionáveis com sensibilidades luminosas correspondentes a R(l), G(l) e B(l). Pode-se grosseiramente comparar o olho a três fotocélulas, as quais são respectivamente sensíveis ao vermelho, ao verde e ao azul. Iluminando-se as três células simultaneamente com luz composta, os fluxos fotoelétricos particulares corresponderão as perceptividades fundamentais do olho para essa cor composta. A percepção do “branco” tem lugar quando as três sensibilidades fundamentais são igualmente excitadas. Há uma outra teoria da visão colorida devida a Hering (teoria de quatro cores ou tetracromática). Cores de contraste O marrom também é uma cor de contraste. Por esta razão, nunca chamamos uma cor de marrom quando a vemos isoladamente. Se, entretanto, misturarmos num quarto escuro uma certa região espectral de maneira que a cor-mistura resultante seja laranja e, em seguida iluminarmos o ambiente, perceberemos, então a cor laranja, Brilho, Intensidade, Fotometria
Para determinar se diversas cores são igualmente luminosas (fotometria heterocrômica) são precisos fotômetros especialmente construídos (Por exemplo, o fotômetro Flimmer). Na melhor hipótese, a precisão é de 1%. Por exemplo, para que as cores espectrais verde e vermelho nos pareçam igualmente claras, a intensidade da luz vermelha deve ser maior que a da verde: o olho é pouco sensível à luz vermelha.
e, segundo Abney, V ( l) está relacionada com as funções de estímulo padrão, assim: V ( l) = k.R( l) + m.G( l) + n.B( l) , com k, m e n constantes.
|
|||||||||
| nossa missão empresa como comprar formas de pagamento preços segurança atendemos todo Brasil política de privacidade | ||||||||||
|
||||||||||